Os Maias e A Profecia do Ju­zo Final1


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Categorias:Introdução

O poder do Machado de Xangô de 1 ao 5. Globo Repórter


O poder do Machado de Xangô de 1 a 5.
Otimo…..Antigo documentario produzido pelo Globo Repórter.

O Pode do Machado de Xango 1 – 5

O Pode do Machado de Xango 2 – 5

O Pode do Machado de Xango 3 – 5

O Pode do Machado de Xango 4 – 5



O Pode do Machado de Xango 5 – 5

Categorias:Introdução

Falando sobre YouTube – O Jongo – Ritual e Magia no Quilombo São José (3 de 3)


Parte 3 de 3
Ótimo documentário, com certeza o Jongo, também influencioua
Origem da Umbanda, por falta de conhecimento, muitos Umbandistas não
comentam
esta parte da reconstrução da religião no Brasil.O tambor de Preto
Velho, tradição dentro dos Kilombos deSão Jose, posteriormente adentra
na Umbanda.


Documentário mostrando o Jongo do Quilombo São José (RJ). Produção,
roteiro e direção: Carla Beraldo, Carolina Duarte, Manuela Altoé e Tiago
Gonçalves Realização: CRAV – PUC – Campinas

Categorias:Introdução

Falando sobre YouTube – O Jongo – Ritual e Magia no Quilombo São José (2 de 3)


Parte 2 de 3
Ótimo documentário, com certeza o Jongo, também influencioua
Origem da Umbanda, por falta de conhecimento, muitos Umbandistas não
comentam
esta parte da reconstrução da religião no Brasil.O tambor de Preto
Velho, tradição dentro dos Kilombos deSão Jose, posteriormente adentra
na Umbanda.



Documentário mostrando o Jongo do Quilombo São José (RJ).

Produção, roteiro e direção: Carla Beraldo, Carolina Duarte, Manuela Altoé e Tiago Gonçalves

Realização: CRAV – PUC – Campinas

Categorias:Introdução

O Jongo – Ritual e Magia no Quilombo São José (1 de 3)


Ótimo documentário, com certeza o Jongo, também influenciou
a
Origem da Umbanda, por falta de conhecimento, muitos Umbandistas não
comentam esta parte da reconstrução da religião no Brasil.
O tambor de Preto Velho, tradição dentro dos Kilombos de
São Jose, posteriormente adentra na Umbanda.


Documentário mostrando o Jongo do Quilombo São José (RJ). Produção,
roteiro e direção: Carla Beraldo, Carolina Duarte, Manuela Altoé e Tiago
Gonçalves Realização: CRAV – PUC – Campinas

Categorias:Organizações

Orísá Aganjú


Mitologia Yorubá

 Oríxá Aganju

   Na mitologia Yorubá, Aganju é o Orixá dos vulcões e desertos. Como o terceiro orixá designado para vir para a Terra, Aganju é uma divindade primordial. Aganju é a força que, como o Sol, que é um de seus símbolos, é essencial para o crescimento, assim como um cultivador das civilizações. Como o vulcão com que é associado, ele forma a base sobre a qual as sociedades são construídas. Nos mitos, Aganju é às vezes tratado como uma divindade primordial, associado à terra (em oposição à água) e às montanhas e vulcões. Do consórcio de Obatalá, o céu, com sua esposa, a terra, nasceram dois filhos: Aganju, a terra firme, e Iemanjá, as águas. Da união com Aganju, Iemanjá deu à luz a Orungã, o ar, o espaço entre a terra e o céu. Aganju não é um Sangò, mas foi incluso aos cultos no candomblé como um Xangô, ele é o deus dos vulcões e montanhas e é um orixá presente na criação da terra, é filho de Sogba, foi rei de Ijesa, foi esse orixá que se casou com Òsún. No Brasil, Aganju, ou Xangô Aganju é considerado uma “qualidade” de Xangô enquanto dono das leis e das escritas e padroeiro dos intelectuais, em contraste com Xangô Agodô (o Xangô mais velho, ou o Xangô propriamente dito), que é principalmente o Orixá da justiça e do equilíbrio.

   Mas Orungã cresce e se apaixona pela linda e sensual Iemanjá. E da união dos dois, o ar e a água, cresce profundo amor. Mas, aflita, Iemanjá um dia se desprende dos braços de Orungã e foge alucinada, desprezando a continuidade daquele amor proibido. Orungã então a persegue, mas, prestes a alcançá-la, Iemanjá se deita. O corpo então cresce e, dos seus seios fartos, nascem dois rios que adiante se reúnem, constituindo uma lagoa. Do seu ventre fértil que se rompe, nascem: Dadá Ajacá, orixá dos vegetais; Xangô, deus do trovão; Ogum, deus do ferro e da guerra; Olokum, deus do mar; Oloxá, deusa dos lagos; Oiá, deusa dos ventos e da tempestade; Oxum, deusa das águas doces do rio Oxum; Obá, deusa do rio Obá; Okô, orixá da agricultura; Okê, deus das montanhas e das pedras; Oxóssi, deus das matas e dos caçadores; Ajê Xaluga, deus da riqueza; Xapanã, orixá da varíola e da saúde; Orum, o sol; e Oxú, a lua.

 Itan de Aganju

   EM um itan de Odu Iwori Meji, numa narrativa segundo a qual, Aganju, por não poder controlar sua incandescência, não podia se aproximar de seus súditos para impor-lhes ordem e disciplina e, desta forma seu reino vivia no caos. Cada um fazia o que bem entendia, e a desordem levava tudo a destruição inevitável. Sabedor que existia um poderoso monarca que não podia controlar seu reino, Sango resolveu procurá-lo e colocar-se a disposição. Depois de dias de viagem, Sango chegou ao reino de Aganju. Quando estava bem próximo, ainda no interior da floresta, Sango ouviu vozes e tratou de se esconder entre as árvores, para observar sem ser notado. Esgueirando-se entre as árvores Sango chegou o mais perto que pode do local de onde vinham as vozes, e viu com grande espanto um homem enorme cujo corpo era revestido por lava incandescente. Este esquisito ser deitado no colo de Osun , vociferava, bradava, esbravejava e se debatia furiosamente, enquanto Osun jogando água em seu corpo em brasa tentava acalma-lo carinhosamente.

 “Acalme-se dizia Osun, quanto mais furioso, mais destrutivo você fica”                                      

“Mas como posso ficar calmo se meu reino esta um caos?”.

 Pelas características Sango deduziu que o gigante seria Aganju. Foi então que pressentindo a presença de alguém estranho, Aganju bradou irritado: “Quem esta ai escondido? Mostre-se ou incendiarei tudo”.

 Calmamente Sango saiu de seu esconderijo e se apresentou:

 “Sou eu, Sango, rei de Oyo”.

-E quem deu permissão para aproximar-se de meu reino? “Perguntou Aganju indignado”.

 -Permissão? “Zombou Sango

– e quem disse que eu preciso permissão de alguém para eu ir onde me der vontade?”

Sou Sango rei de Oyo e vou onde quero e quando quero!

 Cada vez mais furioso Aganju respondeu; – você sabe a que perigo esta se expondo com tanta ousadia, sabe que posso transformá-lo em cinzas agora mesmo?

 -Transformar a mim em cinzas?

 -Mas como, se posso sempre quando quero transformar-me em fogo?

 -Logo se vê o quanto você é estúpido!

 E imediatamente para o espanto de Aganju, Sango se transformou numa enorme labareda.     

– Esta vendo? Eu também sou fogo, mas só quando quero!

 Sem nada entender Aganju limitou-se a perguntar:

– Afinal o que quer de mim, o que veio fazer em meu reino?

 -Vim oferecer-lhe ajuda somente eu posso resolver seu problema!

 -Mas como resolver meu problema? Perguntou Aganju irritado.

 Osun que a tudo assistia, limitava-se a jogar água no corpo do gigante enfurecido, na tentativa de acalma-lo, mas divertia-se com a ousadia de Sango, e de alguma forma previa onde o rei de Oyo pretendia chegar.

 Na verdade seu reino esta em decadência devido à desordem que lá impera, não é verdade? Perguntou Sango.

 -Não é verdade que cada vez que se aproxima de alguém para transmitir suas ordens acaba incinerando o infeliz?

 – Sim, sim, é verdade! Respondeu Aganju, agora trocando a fúria pela curiosidade.

 Mas de que maneira pode me ajudar?

 -É muito simples! Disse Sango sentando-se no que sobrara de um tronco de árvore calcinado por Aganju.

 -Basta fazermos um acordo, que, diga-se de passagem, interessa mais a você do que a mim!

 Desconfiado Aganju perguntou.

 -Que tipo de acordo?

 – Simples! Como você mesmo vê posso me transformar em fogo também, a diferença e que tenho total controle sobre esse fenômeno e você não!

 – Você que não consegue controlar seu próprio poder como vai por seu reino em ordem?

 Desta forma se me der autorização poderei transmitir suas ordens a seus súditos sem causar-lhes nenhum dano!

 O filho do vulcão pensou um pouco e novamente desconfiado pediu a seguinte explicação:

 O problema é só meu e de meu povo, que interesse tem você em ajudar?

 Ai Sango explicou:

 Sou rei de um reino vizinho, temo que a desordem existente no seu reino alastre-se por toda vizinhança e chegue a meus domínios, como uma doença contagiosa!

 E por isso resolvi te oferecer ajuda, nenhum outro interesse a não ser manter a segurança do meu próprio reino me traria diante de você.

 Osun já entendera as intenções do rei de Oyó, limitava-se a esboçar um sorriso misterioso e mal disfarçado.

 Conhecia a fama de Sango e sabia o quanto era astuto, e que por trás de tudo que falava havia outra intenção escondida.

 -Pois bem respondeu Aganju, e de que forma pagarei seus serviços?

 Quanto me custara à intermediação entre meu povo e eu?

 – Não te custara nada, respondeu Sango desviando os olhos do olhar abrasador de Aganju.

 Apenas exijo que você passe a usar as mesmas insígnias que eu, a partir que nosso trato for formalizado, você passara a usar os mesmos símbolos que me representam, e que a partir de então passarão a representá-lo também.

O oxê, machado de duas lâminas, o Xere que imita o ronco do trovão fenômeno que também domino, serão a partir de então símbolos comuns entre nós dois.

 Continuou Sango com sua explicação: desta forma seu povo vendo em minhas mãos as insígnias usadas por você, reconhecerão minha autoridade e acatarão as ordens que irei transmitir.

 Aganju pergunta:

 – Qual a sua opinião Oxun? A Iyagba que já o deixara sozinho e fora sentar-se ao lado de Sango, responde: Acho uma boa proposta e que você não deveria desperdiçar!

 Enquanto expressava sua opinião Osun acariciava maliciosamente as tranças que adornavam a cabeça do rei de Oyo. De um salto Aganju se pôs em pé, no que foi imitado por Sango, aproximando-se pacificamente de seu novo aliado, abraçou-o e disse solenemente: Aceito sua ajuda, e comprometo-me a partir de hoje a usar seus símbolos de poder.

Depois de retribuir o abraço, Sango entregou-lhe o oxê e o xere, e partiu para o reino de Aganju onde através do pacto formalizado, passou a reinar e impor suas leis e ordem independente da vontade de Aganju, seu legítimo rei.  É por isso que Aganju usa as mesmas insígnias de Sango, que usando de astúcia assumiu com seu consentimento o domínio sobre seu povo.

Categorias:Itans

Introdução a Orunmilá Ifá


Ifà

    IFÀ é a forma de adivinhação apresentada por Orunmila Ifá. Existem várias formas de jogo de Ifá, Orúnmila Ifá é uma dessas formas. Orunmila-Ifá é um dos nomes da divindade de Ifá. É certamente o sistema tradicional mais seguro para a confirmação do òrìsà do consulente, isto porque, Orunmilá está presente quando da criação do ser humano, e por este motivo é conhecido como Eléríí Ipín (testemunha a criação). É por isso que o babalawo quando joga, interpreta as lendas indicadas pelo Odu de Ifa, para assim dar as respostas ao consulente, de acordo com a queda do Opele-Ifá. Ele é o segundo braço de Olódúnmaré (Deus criador).

ODÚ

    O Odú contém os vários caminhos determinados que em Yorubá (ese), aleatóriamente distribuídos, não há um número determinado. Um Odu pode possuir um, dois, três, quatro enquanto outro pode possuir cinco caminhos e, assim por diante. A cada um deles corresponde uma história (itan) que auxilia o Babalawo a traduzir e detectar quais os problemas e perfil do ser humano, indicando o ebó (oferendas ao òrìsà) a ser feito caso haja necessidade. É através do odu pessoal que o sacerdote poderá dar ESENTAYE (o primeiro passo da pessoa na terra). Isto determinará qual o Odu, Orisá(s) e os ewos (interdições alimentares e comportamentais) que seguida a corrente, equilibrará o destino da pessoa.

COMO SURGIU O JOGO DE ORUNMILÁ IFÁ

    Como prova de sua indispensabilidade é importante mencionar que, quando Orúnmilá foi enfurecido por um de seus filhos, deixou a terra e foi para o céu (orum). Com a ausência de Orunmila na terra surgiram grandes problemas, a ordem natural de todas as coisas e atividades inverteram-se, quando então, todas as pessoas reclamavam e buscavam alternativas para paz e normalidade. Diante dos conflitos existentes, Orunmila novamente voltou a terra e ao retornar ao orum (céu), deixou Ikin (caroço sagrado) para representá-lo a seus filhos, servindo também para encontrar soluções para todos os problemas existentes na terra. Assim, podemos dizer que Ikin é muito mais que um simples caroço, ele possui extrema importância na transmissão do conhecimento de Orunmila para homens e deuses. Ikin é tão importante que não pode ser visto simplesmente como um caroço. Existe um itan em yorubá que fala: “éni ó ba fi ojú èkùró wo Orunmila Ifá á pá á” (se alguém pensar que Orunmila não é mais do que só um simples caroço, Ifá matará aquela pessoa). A literatura de Ifá, quanto à característica física, mostra Orunmila como um homem baixinho e é por isso que se fala: “Okunrin kukuru Oke Igbeti” (um homem ‘baixinho da cidade de Igbeti).

  

Jogo (sistema de adivinhação de Ifá)

     A transmissão oral do conhecimento é considerada na tradição yorubá como o veículo do ase, o pade, a força das palavras, que permanece sem efeito em texto escrito. As palavras que possam agir precisam ser pronunciadas. O conhecimento transmitido oralmente tem o valor de uma iniciação pelo verbo atuante, uma iniciação que não esta no nível mental da compreensão, porém na dinâmica do comportamento é baseada mais em reflexos que no raciocínio, reflexos estes induzidos por impulsos oriundos do fundamento cultural da sociedade.Também é transmitido pelo Babalawo ( Pai do Segredo) ao Omo ( filho ), do mestre ao discípulo, através de sentenças curtas baseadas no ritmo da respiração sendo repetidas constantemente, tornam-se estereótipos verbais que se transformam em definições aceitas com facilidade.

A importância de Ifà  

    Dentro de sua história Orunmilà é um dos Ifá que Olodumare (Deus Supremo) mandou ao mundo para ser seu representante. Através dele os humanos sabem o amanhã.

Categorias:Ifá